Servidores acompanham palestras sobre questões ambientais

Duas palestrantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) proferiram conferências

Duas palestrantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) proferiram conferências

Continuando as comemorações relacionadas à Semana do Meio Ambiente, hoje (12), no miniauditório do TRE-SE, ocorreram duas capacitações: foram realizadas, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS), uma palestra com o tema “O hidrogênio verde será o combustível do futuro?”, ministrada pela professora Eliana Midori Sussuchi; e a segunda sobre “O papel da administração pública em relação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12 e 13 da Agenda 2030”, ministrada pela professora Karyna Batista Sposato.

A professora Eliana Midori atua pelo Núcleo de Competência Petróleo e Gás de Sergipe – NUPEG-UFS, que concentra alguns laboratórios e grupos de profissionais envolvidos na pesquisa. Ela iniciou citando as nomenclaturas do combustível tema: hidrogênio verde, hidrogênio de baixo carbono, hidrogênio sustentável. Apresentou um vídeo com carros modernos em teste utilizando esse combustível. Disse que o hidrogênio é abundante na Terra, que pode ser extraído de diversos componentes e que 95% do hidrogênio é gerado de combustíveis fósseis (o hidrogênio cinza). “O hidrogênio pode ser a alternativa do futuro”, afirmou a palestrante.

Ressaltou o programa iH2 Brasil: parceria entre Brasil e Alemanha concretizada por meio do Ministério de Minas e Energia, junção que alavancou o projeto. Com isso, veio a classificação hidrogênio verde, obtido pela eletrólise da água com a utilização de fontes de energia renovável (fotovoltaica, eólica…). Acrescentou que vários processos industriais precisam de hidrogênio. Finalizou lembrando que o hidrogênio obtido de biomassa (composto de carbono) é um problema ambiental e que a resolução está em transformar algumas matérias constituídas de biomassa em biocarvão. Exemplo: esterco bovino e igapé. Consegue-se a transformação utilizando elétrodos modificados e outros componentes (sais, por exemplo). O hidrogênio verde (H2V) com a análise, mostra alto grau de pureza… Um veículo abastecido por hidrogênio verde pode rodar vários quilômetros: mais de quinhentos. Perguntada sobre a segurança do hidrogênio verde como combustível, respondeu que é uma das principais preocupações da pesquisa. Sobre a pergunta feita por Cláudio Gonçalves (servidor do TRE-SE), “por que só agora esse desenvolvimento de pesquisa relacionado ao hidrogênio pela eletrólise da água se o processo já faz tempo que é conhecido?” Respondeu que é por conta da urgência de questões atinentes à sustentabilidade.

A professora Karyna Sposato iniciou dizendo a importância do encontro. Essas discussões e parcerias mostram que “as universidades não devem produzir uma ciência desconectada da realidade”. Salientou que está em vigor a Agenda 2030, estabelecida pela ONU, e que instituições, legisladores e a população devem agir para soluções e respostas em relação aos problemas (atuais e gerais) advindos da atividade exploratória e predatória do meio ambiente. Perguntou: “Como conservar e ampliar os recursos relacionados à sustentabilidade?”

Rememorou que, a partir da Eco 92, houve evolução: passou-se a construir vários documentos que determinam resoluções para as questões de sustentabilidade (agendas da ONU, ODMs). Com os Objetivos do Milênio (ODMs), as preocupações são a pobreza e a fome, a mortalidade infantil, a questão de gênero, etc. Enfatizou a necessidade de mudar a cultura de empresas, visto que algumas não cumprem o que está determinado na legislação ambiental e preferem continuar atividades nocivas ao meio ambiente, simplesmente pagando multa, caso ocorra a formalização do ato de infração. Dos dezessete objetivos da Agenda 2030, destacou o número doze: Consumo e produção responsável e sustentável. Sobre o objetivo treze, frisou os últimos acontecimentos climáticos de que foi acometido o Rio Grande do Sul. Esse objetivo cuida de questões como escassez da água, temperaturas extremas e outros eventos, que pedem medidas urgentes. Lembrou que está sendo desenvolvido um estudo sobre o impacto da mudança climática na vida de crianças e adolescentes. Concluiu sua fala dizendo: “É importante desenvolver a capacidade de planejamento, estabelecer metas, planos e prazos, isso favorece alcançar bons resultados. Devem ser fortalecidas as políticas e as práticas que já existem.”

O servidor do TRE-SE Júnior Gonçalvessobre o problema do Rio Grande do Sul, indagou: “Já houve um evento climático (enchente) nessas proporções em 1929. Na época, o meio ambiente era bem menos prejudicado. Com esse evento de agora, qual seria a solução ou o que deveria ter sido feito?” Ela respondeu que é necessário planejamento, legislação e ação para que se tenha uma prevenção eficaz.

Cláudio Gonçalves (servidor do TRE-SE) perguntou: “O que fazer com esses planos e agendas sustentáveis se a política ou os que fazem a legislação criam normas que são contrárias à questão da sustentabilidade?", a professora respondeu que é melhor existirem esses planos e normas do que se eles não tivessem sido criados. Por conta disso, é que há evolução nas leis e nas ações que aprimoram a consciência sobre a questão ambiental.

Audiodescrição: em primeiro plano, servidores sentados assistindo a palestra. Ao fundo a palestrante fazendo as explanações.

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