Setembro Amarelo 2019: entendendo o suicídio, suas causas e tratamentos

O suicídio é um assunto pouco discutido e é de extrema importância entendermos um pouco mais sobre este tema, desmistificá-lo, conhecendo suas causas e tratamentos, bem como seus mitos e verdades

Setembro amarelo 2019

O suicídio é considerado atualmente uma das cinco maiores causas de morte entre indivíduos do sexo masculino com idade entre 15 e 29 anos e, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 800 mil pessoas comentem suicídio por ano. Isso equivale a um caso de suicídio a cada 40 segundos. Os métodos mais utilizados são o envenenamento, o enforcamento e o uso de armas de fogo. Outro dado importante é que cerca de 75% dos suicídios acontecem em países menos desenvolvidos, entre eles, o Brasil.

No Brasil houve cerca de 12 mil casos de suicídios em 2012. O que preocupa muito os especialistas é a rapidez com que o índice de suicídios vem subindo, cerca de 10% nos últimos 10 anos. O pior cenário em termos de números absolutos é o da Índia, com 258 mil casos por ano.

Vale lembrar que o suicídio geralmente é um meio que o indivíduo encontra para acabar com seu sofrimento, pois ele não vê saídas para seus problemas e quer acabar com sua angústia. A boa notícia é que existem tratamentos eficientes com psicólogos e psiquiatras para este problema.

Há um grande estigma sobre o assunto, ou melhor, existe uma grande dificuldade de se falar em saúde mental e, em função disso, muitas vezes não são realizados os devidos tratamentos e pouca atenção é direcionada a um assunto tão importante. Sendo assim, divulgar e desmistificar o que é o suicídio é uma ótima forma de esclarecer e combater uma das maiores causas de mortes no mundo.

Veja abaixo algumas causas que podem levar ao suicídio:

Depressão: Indivíduos que estão em um estágio avançado de depressão podem ter um forte impulso suicida, uma vez que sentem um vazio enorme e não conseguem ver outra saída para acabar com o seu sofrimento. Nesses casos, é necessária a imediata intervenção e observação médica e psicológica. O uso de antidepressivos e a monitoração constante por parte de amigos e familiares são fundamentais para a melhora do paciente.

Problemas financeiros e profissionais: Problemas financeiros e profissionais afetam muitas pessoas todos os dias. Ficar com a conta no vermelho sem conseguir sair dessa situação pode gerar um sentimento de fracasso.

Desilusão amorosa ou afetiva: O término de uma amizade ou de um relacionamento amoroso pode levar as pessoas a um sentimento muito grande de tristeza, tonando o suicídio uma opção, já que a pessoa nessa situação não vê outra forma para dar um fim ao seu sofrimento.

Problemas graves de saúde: Pessoas que sofreram acidentes ou estão em estágios avançados de doenças podem desejar pôr fim a seu sofrimento.

Traumas: Indivíduos que vivenciaram experiências chocantes como guerras, situações de combate, sequestros e diversas outras situações traumáticas, podem sentir uma grande angústia diariamente. Nesses casos, recomenda-se o acompanhamento psicológico e, se necessário, o uso de remédios.

Abusos durante a infância e a adolescência: O abuso infantil deixa marcas profundas em suas vítimas e causa um enorme sofrimento, levado para a vida toda. Infelizmente, ainda convivemos com uma realidade em que existem muitos desses abusos. Por essa razão, é necessário vigilância e orientações constantes para as crianças. Em situações em que o abuso já ocorreu, serão necessários anos de terapia e acompanhamento psicológico para a superação do trauma. Vale lembrar que também devemos denunciar os abusos às autoridades responsáveis.

 Dificuldade de interação social e solidão: Timidez, insegurança ou mesmo um comportamento excêntrico podem fazer com que as pessoas tenham dificuldades de relacionamento. Isso pode levar à solidão e à depressão.

Incapacidade de lidar com a perda de um ente querido: A morte de alguém que amamos é causa de grande sofrimento. Em primeiro lugar, devemos entender que vivenciar o período de luto é normal, porém existem limites de tempo para o término desse período. Perdas fazem parte da vida e precisamos aprender a conviver com elas.

Outros transtornos mentais: Portadores de transtornos como esquizofrenia, podem ter alucinações ou delírios que os deixem em situação de risco, levando ao suicídio.

 

Alguns Mitos sobre o suicídio

Mito 1 – “As pessoas que ameaçam cometer suicídio estão apenas querendo chamar a atenção”.

REAL – a pessoa pode realmente estar passando por um período difícil de sua vida e precisar de ajuda. Toda e qualquer ameaça de suicídio deve ser levada a sério.

 

Mito 2 – “O suicídio acontece sem aviso”.

REALapesar de muitos pensarem ser um ato impulsivo, isso nem sempre é verdade. Muitas pessoas pensam em suicídio constantemente. Além disso, muitos suicidas comunicam seu sofrimento diariamente a outras pessoas.

 

Mito 3 – “O suicídio só acontece com os outros.”

REALO suicídio pode ocorrer com quaisquer pessoas que estejam em um alto grau de sofrimento. Aqui vale lembrar que o sofrimento independe de dinheiro, classe social, etc.

 

Mito 4 – “Uma pessoa que tentou cometer suicídio uma vez, não voltará a tentar.”

REALNa verdade, as tentativas de suicídio são indicadores de que o suicídio pode realmente ocorrer.

 

Origem da cor amarela

Segundo a Associação Catarinense de Psiquiatria, a cor da campanha foi adotada por causa da história que a inspirou:

O carro era um Mustang 68 restaurado e pintado pelo próprio Mike. Os pais de Mike, Dale Emme e Darlene Emme, iniciaram a campanha do programa de prevenção do suicídio “fita amarela”, ou “yellow ribbon”, em inglês.

 

Últimas notícias postadas

Recentes